sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nome, sobrenome e segundo nome.


Posso te chamar de Carla? Até pode, mas não te garanto que vou atender.
Não estou acostumada a usar o segundo nome, seria interessante além de apenas um segundo nome poder ser uma segunda pessoa, uma segunda personalidade – e não falo de bipolaridade, falo de mais opções, diversidades que só um eu não dá conta.
Às vezes acho que existem duas Thawany´s ou até mais de duas, mas todo mundo tem seus dois lados, suas duas faces se isso é bom ou ruim, esse juízo não vou fazer aqui. Essas linhas são para expressar a minha segunda pessoa: que é a vontade de poder se esconder ou aparecer, dançar ou cantar, que é poder fazer o que quer fazer e não apenas fazer o que tem de ser feito –  porquê é praticamente impossível conciliar tudo em uma pessoa só, é sobrecarga demais.
Hora somos espontâneos, hora retraídos, hora simpáticos, hora chatos e tudo isso com ou sem segundo nome, com ou sem segunda pessoa.
Identifico-me com o primeiro nome, a Carla não conheço bem, é um lado pouco explorado que se manifesta e nem sempre percebo, nem sei se gosto ou se desgosto, simplesmente fica lá. Ela deve ter sido a invenção da minha mãe, mas que não vingou, não deu certo, ficou escondida.
Prefiro explorar o primeiro eu, e mudo de opinião e digo: se com uma já é difícil, imagina com duas.
Aproveitando a oportunidade, fica a curiosidade - um dia quase fui a Barbara! Imagina se a Thawany não existisse, o que seria de mim e desse texto!

E a sua segunda pessoa, quem seria?

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