"Tem gente que gosta de passar frio" - foi a frase que escutei antes de ir à Gramado e realmente, estava frio. Sabe a sensação de sair do carro quentinho e receber um vento gelado no rosto? Logo de cara fomos recebidos assim, com um nevoeiro em meio a montanhas e verdes e mais verdes que nos fez parar e descer pra olhar.
Sabe a sensação de sair de um restaurante mais quentinho ainda e se molhar com uma garoa fina e gelada? Mas depois correr para o apartamento e ao abrir a porta se sentir bem recebido novamente pelo calor e mais do que isso, de repente ser tomado por um aroma suave de baunilha.
Pegamos uma fila em meio a praça ao lado da rodoviária para ver o que saia de dentro de grandes fornos a céu aberto - em meio a tanto frio, quem é louco de ficar fazendo pães? Pães não, cucas! Que por sinal devoramos metade dentro do carro sem nem esperar por uma faca.
Tomar vinho e comer são as coisas que mais se faz por lá, é um prazer imensurável diante dos jantares que já tive por aqui, nem mesmo comer lá é igual, o clima estava propício e as pessoas em harmonia, por enquanto estivemos ali nada mais importava além do quão bem estavamos nos sentindo.
A temperatura esfriou mais ainda quando andamos de teleférico e passeamos pelo lago de pedalinho - atrações imperdíveis depois de tanto comer.
Amo praia, amo calor, mas adorei a experiência de frio e calor se misturando de uma maneira curiosa.
Estava frio, mas o que não senti ali foi "frio", o coração aquece e isso não é só poesia é realidade, estar de bem com a vida te faz sorrir mesmo quando os olhos nem abrem direito por causa da baixa temperatura, o corpo treme e por mais que a sensação térmica seja de muito pouco, a sensação de bem estar é muito grande, valeu a pena!
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