Ouvi há pouco tempo alguém me dizer que somos apenas bebês engatinhando, na época não refleti, mas agora voltei a pensar nisso e concordei.
Ano passado escrevi sobre os vinte e poucos anos, disse que é quando achamos que nos conhecemos e no fundo não sabemos da missa um terço e é justamente isso.
Provavelmente quando chegar aos trinta, quarenta vou continuar refletindo sobre isso, mas percebemos que antes dos trinta anos apenas engatinhamos e que é uma boa fase - porém quando assumimos que precisamos passar por ela e que ao contrário do que achamos não estamos e não somos tão maduros como acreditamos.
Quando assumimos nossa real situação, fica mais fácil de entender nossos esbarrões e trapalhadas no percurso da vida.
Quando somos arrogantes e acreditamos piamente em nossas convicções e bradamos nossas vozes sem medidas estamos tentando nos erguer antes da hora, é como um pão que sai antes do forno. Interrompemos o tempo que seria necessário. Tudo isso em prol da nossa urgência em tentar entender e aceitar as questões diárias, sendo que para haver entendimento temos que estar com a mente, com o coração e com os ouvidos abertos e normalmente quando estamos na fase de engatinhar estamos a todo pulmão, apenas berramos e com isso mal conseguimos entender o mundo ao nosso redor.
Por isso espere mais e afobe-se menos, acredite mais, questione-se mais e ouça mais; e quando conseguir levantar e caminhar, ainda assim, não esqueça que eternamente seremos meros amadores nesse mundão.
Amadores e ainda assim vencedores; com vontades, com desejos e com necessidades, e mesmo nas horas em que cambaleamos é tentando aprender e nos erguer e isso faz com que sejamos gigantes.
Gigantes capazes de amar e ensinar, ouvir e calar, rezar e compartilhar, sorrir e abraçar, chorar e nos recuperar.
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