Para fazer um livro, compor uma música você precisa de inspiração, para construir uma casa precisa de tijolos e cimento, para um lar valores, para um relacionamento respeito e amor.
Para construção de si é preciso de muito mais, podemos construir uma casa, um lar, uma família e ainda assim não nos conhecer, podemos ter valores, crenças, sentimentos e mais um turbilhão de coisas e ainda assim não saber se estamos completos.
Estamos em constante construção, talvez como casas que passam por reformas e por mudanças.
Mudamos um sofá de lugar, nos tornarmos mais flexíveis, colocamos um quadro novo na parede, aprendemos a ser mais bem humorados.
Bom humor é a chave dessa casa, quem ri cria, cria o que bem quiser, a oportunidade nasce de um sorriso.
Gente ranzinza demais passa a vida toda sem se entender e ainda cobra do outro o entendimento que não tem.
Quem somos, de onde viemos e para onde vamos não são as principais perguntas a serem feitas, pelo menos não para mim, as melhores perguntas seriam: o que mantenho em casa? O que cultivo na minha vida? O que ensino e aprendo?
Assisti a um filme em que um dos personagens dizia que após morrer e chegar ao reino seria questionado sobre duas coisas: você foi feliz? Fez alguém feliz?
Como sempre, não falo de verdades, falo de hipóteses, de observações a respeito de algumas coisas, então vale a pena pensar a respeito de tudo e de todas as coisas, porque depois que a parede ficar torta ou o piso ficar desnivelado não vale só jogar a culpa no pedreiro que você contratou, podemos não entender nada de construção de casas, mas largar as nossas vidas à mercê de algo ou de alguém não é solução.
Envolvimento e interesse é o mínimo que podemos ter para que talvez assim pessoas melhores possamos ser.
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