domingo, 28 de abril de 2013

Gangorra


A reinvenção de si mesmo às vezes é necessária. Mentira. Sempre é necessária.

Mas como qualquer construção é preciso planejamento, organização entre tantas outras coisitas mais. Será? Acho mais simples do que imaginamos.

Às vezes a gente fica meio chato, meio sem saber o que quer e até sem rumo – e se isso acontecer com todo mundo será normal, somos humanos.

E pra sair dessa? Sem remédio ou receita pronta, cada um chega a uma estratégia para sair dessa ou entra numa pior ainda.

Viajar? Resolve – ao menos pra mim é tiro e queda, não consigo ter crise existencial enquanto estou viajando.

Ir ao cinema? Resolve ao menos temporariamente, nos entretermos e nos esquecemos do mundo do lado de fora da sala.

Ligar pra amiga? Resolve, mas prefiro um encontro pessoal, cara a cara um desabafo rola melhor e umas risadas podem surgir.

Andar, pegar o carro e sair dirigindo, ligar o som na sua música preferida ou em qualquer uma.

Comprar, comer – só cuidado pra não cair no vício e o que antes era apenas uma crise para ser momentânea torna-se num problema maior e mais duradouro.

A lua influência, só pode, não é possível a quantidade de tempo que passamos nas nossas vidas entre os altos e baixos.

Essa gangorra da vida é igual aquela que usávamos no parquinho quando crianças, onde quando estávamos embaixo tínhamos que tomar impulso para subir.

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